A burocracia enseja irregularidades

PEDRO HERMÍNIO

Um recente estudo da organização internacional Endeavor, apontando que 86% das empresas brasileiras possuem algum tipo de irregularidade, chega a ser assustador. A grande culpada dos problemas apontados nas cerca de 2550 organizações espalhadas pelos Estados tem nome: a complexidade burocrática. Dentre os vilões estão os atrasos no pagamento de impostos ou o não cumprimento das exigências dos entes (União, Estado e municípios). O comércio desponta com 96%, enquanto a indústria atinge 92%. “Esse percentual ilustra a complexidade e as dificuldades impostas pelo ambiente regulatório e a disparidade entre as exigências impostas pelo Estado e a realidade das empresas”, diz a publicação.

Chama atenção os elevados índices de irregularidade entre os escritórios de advocacia (80%) e de contabilidade (88%), justo quem deveria estar mais preparado para lidar com burocracia e normas. O excesso de normas regulatórias tem contribuído sobremaneira no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que teve 558 atualizações em quatro anos. Ou seja, uma atualização a cada três dias. Diante dos fatos, pode-se afirmar que a burocracia é uma forte aliada da prática de irregularidades.

 

Sem improviso

Os grandes responsáveis pela gestão dos negócios nas organizações celebraram seu dia em 9 de setembro. Com 52 anos de regulamentação no país, a profissão de Administração é uma das carreiras mais desejadas. A premiação máxima recebida por um administrador é a medalha Belmiro Siqueira. O CFA – Conselho Federal de Administração aproveitou o momento para lançar uma campanha de valorização profissional. A proposta é mostrar que o profissional de Administração é a pessoa mais capacitada para atuar na gestão de uma empresa, seja ela pública ou privada. Com o slogan “Improviso nem sempre dá certo”, as peças da ação mostram, por meio de um discurso leve e cheio de humor, que na condução do negócio não há espaço para improvisações arriscadas e improdutivas. São muitos os fazendários com formação na área e que não improvisam.

 

Função de estado

Com atuação na Secretaria de Estado da Fazenda, os profissionais desta categoria respondem por atividades de nível estratégico para o Estado, não só cuidando da arrecadação e da fiscalização, mas também gerando informações para a tomada de decisões, além de ocuparem diversos cargos na estrutura do governo do Estado. A carreira de auditor fiscal permite participar da transformação que beneficia a sociedade e, principalmente, os que mais necessitam. A Fenafisco – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, representante legítimo da categoria, vem participando das discussões a respeito da Reforma Tributária, que tramita na comissão especial da Câmara dos Deputados. A esses profissionais, com função de Estado, do qual temos orgulho de integrar, os cumprimentos da coluna.

Seletos profissionais

O profissional, responsável pela ligação entre fisco e contribuinte, comemora sua data em 22 de setembro. Aqui, tivemos a oportunidade, juntamente com outros auditores fiscais, de fortalecer e compartilhar as ações, sendo hoje o principal parceiro do fisco estadual. A convite da classe contábil de SC, participarei da cerimônia de abertura da XXX – Contesc – Convenção da Contabilidade de SC, que acontece logo mais em Balneário  Camboriú. Incorporam-se a esse seleto grupo de profissionais os contadores públicos da Fazenda Estadual.

Refletindo

“A harmonia entre Poderes é requisito para estabilidade”, diz Raquel Dodge, procuradora-geral da República. Uma ótima semana!

 

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