Incentivos fiscais e gestão nos esportes

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Quarta-feira, 27/07/2016, às 06:00

Em vistas a uma enxurrada de grandes eventos nos esportes, há uma década era editada lei de incentivos fiscais beneficiando quem efetuasse doações às nobres causas do setor. Vieram os Jogos Pan-Americanos de 2007, quando o país mostrou-se grandioso no rol de medalhas, credenciando-se aos futuros eventos. Eufórico com os resultados, o ex-presidente Lula ratificou o compromisso do governo com o esporte. “Vamos brigar para trazer as Olimpíadas de 2016, uma briga com gente grande, como Chicago, Madri e Tóquio. Assumo o compromisso de fazer da minha agenda internacional um caixeiro-viajante para convencer os países a apoiar o Brasil. Aprendemos com o Pan. Cada centavo de real investido no esporte será um centavo de real a menos que investiremos na segurança.”

A realização do Pan deixou alguns legados, como os gastos superando dez vezes os orçados no projeto inicial: dos 386 milhões de reais para cerca de 5 bilhões no final da empreitada. O prefeito da época era César Maia, pai do atual presidente da Câmara Federal, o deputado Rodrigo Maia. Da mesma forma as mudanças prometidas não aconteceram. Ficaram devendo melhorias no sistema de transportes, despoluição do complexo lagunar e da baía da Guanabara, além do crescimento da criminalidade.

E tem mais

Veio a Copa de 2014 e dessa vez bilhões de reais foram carreados às empresas encarregadas da execução das obras. Além de vários estádios espalhados pelo país, alguns servindo como elefantes brancos, o Rio teve direito a seu quinhão: um Maracanã remodelado. No seu entorno muitas obras foram feitas e tantas outras prometidas ficaram para trás. O montante investido pelo país superou os 27 bilhões de reais.

Agora as Olimpíadas

Em 2013 a presidente Dilma editou lei específica para o comitê organizador, beneficiando 780 empresas para a execução das obras pró-Olimpíada, que bate às portas da cidade do Cristo Redentor. Além do retrabalho existe o reinvestimento, como os gastos astronômicos em obras, que deveriam estar concluídas. Calcula-se que deve ultrapassar os 37 bilhões de reais, dos quais 10% somente de incentivos fiscais. Lamentável que muitas dessas continuarão às moscas, a exemplo das despoluições, do sistema de transportes. E o ex-presidente Lula deve se perguntar: “Onde foram aplicados os centavos de reais se a criminalidade continua crescendo?”. Elogiáveis os incentivos ao esporte amador. Porém, como em outros setores, a gestão e o comprometimento com a coisa pública também devem imperar.

Tocha olímpica

Muitos são os critérios para a condução do maior símbolo das Olimpíadas: sorteios e indicações estão entre os escolhidos, ficando de fora atletas com representatividade. Os jogos, que iniciaram no ano 776 a.C., na Grécia Antiga, permanecem com seu propósito voltado ao esporte e à integração entre povos. Celebrada na América Latina pela primeira vez contemplando a Cidade Maravilhosa, o fogo olímpico, que percorre o país na sua reta final, deixou marcas em nosso Estado. Na manhã do dia 10 de julho, a tocha olímpica percorreu as principais ruas do Centro Histórico da cidade de Laguna. Dentre os homenageados pela prefeitura municipal de Laguna, em comemoração à passagem, estava o servidor da Fazenda Remi da Silveira Custódio. Caminhante das santas, corredor de maratonas pelo Estado e já na sua décima São Silvestre, foi agraciado com um lindo troféu.

Refletindo

“Não há e nunca houve compromisso do Ministério da Fazenda em cobrir deficit dos Estados. Henrique Meireles, ministro da Fazenda. Uma ótima semana!

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