Impostos pelo ralo

dinheiropeloralo
Quarta-feira, 29/06/2016, às 06:00

A operação deflagrada ontem na capital paulista escancarou o que já se vinha discutindo nas redes sociais e na mídia em geral sobre a forma como eventos culturais estão sendo patrocinados com o dinheiro público. Denominada de Boca Livre em razão de pessoas terem sido flagradas degustando saborosos pratos, como em casamento na badalada praia de Jurerê Internacional, aqui em Florianópolis, às custas da Lei Rouanet. Entenda o caso: Lei 8.313/91, de autoria de Sérgio Paulo Rouanet, secretário de Cultura no governo Fernando Collor, que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura, implementou mecanismo de captação de recursos para o setor cultural – mecenato. Permite que empresas e pessoas físicas descontem do Imposto de Renda valor a ser repassado diretamente ao projeto.

 

Enterrando a cultura

Quando um país como o nosso recebe a pecha de sem-cultura e se depara com abusos dos financiamentos concentrando-se justamente em quem menos necessita, é lamentável. Pior quando afortunados, reconhecidos publicamente, usam dinheiro público que serviria, em muito, para construir novas carreiras. Realmente é de doer na alma. Literalmente, enterrando o sonho de pequenos abnegados, não desabrochando talentos e perpetuando personagens já consagradas. Se Pero Vaz de Caminha, em sua carta a d. Manoel, rei de Portugal, escreveu “em se plantando, tudo dá”, fazendo um paralelo com as descobertas dos dias atuais pelas forças policiais e investigativas, registra-se “onde se meche se encontra”.
E vem mais

Ao persistir a saga da roubalheira desenfreada, do assalto ao erário e por vezes praticado por quem reclama da alta carga tributária, da concorrência desleal, das crises econômicas, da burocracia, fica a pergunta: qual será o próximo ministério ou órgão governamental? E saber que as coisas não ficam somente no âmbito federal. Descem aos Estados, chegando aos municípios. O remédio deve ser amargo, confiscando o obtido indevidamente e privando-os da liberdade.
Conselheiros do IPREV

No último dia 26 foram realizadas as eleições para os Conselhos de Administração e Fiscal do Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Estado de Santa Catarina – RPPS/SC. O Conselho de Administração – órgão superior de deliberação e orientação do RPPS/SC, responsável pela definição da política geral de administração do Iprev, Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina, e do RPPS/SC. Na composição dos conselhos, três são representantes da Secretaria da Fazenda. No Conselho de Administração, Valdir Michelon Filho, o mais votado, representando os ativos, e Anastácio Martins, suplente, do quadro dos aposentados. No Fiscal, Marina Elisa Pantzier, esposa do saudoso amigo e professor Helge, representando os pensionistas. Lembrando que a fazendária Ana Maria Duarte também representou o conselho fiscal por vários períodos. A todos os parabéns da coluna aos eleitos, que têm dois anos para realizarem suas propostas.


Combate ao contrabando

Ocorre no próximo dia 1º em São Paulo fórum sobre o combate ao contrabando, no auditório do “Estadão”, com a presença de autoridades, classe empresarial e política. Uma ótima oportunidade para saber que políticas estão sendo adotadas para combater esse crime organizado.
Refletindo

O quanto o Brasil precisa ser passado a limpo – em todos os sentidos. A saúde pede socorro, a educação anda para trás, a infraestrutura do país não atende às demandas etc.” Jari Dalbosco, Observatório Social de Imbituba. Uma ótima semana!

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