O impacto nas palavras na votação

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Quarta-feira, 20/04/2016, às 06:00

O comentário da semana volta-se às palavras proferidas pelos deputados federais por ocasião da votação para impedimento da presidente da República. Tirando os xingamentos e baixarias, na sua maioria tinham na ponta da língua frases prontas como “não ao golpe…” ou “em nome da minha família…”. Foram poucos os que, diante das câmeras, demonstraram capacidade de concatenar as ideias, fugindo do foco e mencionando crimes cometidos (pedaladas fiscais e manobras contábeis), por exemplo. Que cada qual tire suas conclusões. Mas o eleitor, o público que o escolheu e com o qual tem obrigação de corresponder, ficou desalentado. Certamente muitos não retornarão numa próxima eleição.

A matéria abordada faz referência ao curso Apresentação de Alto Impacto, do qual este colunista participou, na última semana. O indivíduo, por dois dias, é submetido a um processo intensivo em que a sua capacidade de persuasão, interação, comunicação e aprendizagem chega aos extremos. Ninguém sai pronto, sobrando muito a aperfeiçoar. No entanto, as noções e os parâmetros para seguir com seus próprios passos lhes são oferecidos.

Para se chegar ao parlamento muitos são os obstáculos a ultrapassar. Sem contar com o “pedigree” de família, dinheiro em caixa e patrocínio, outros não menos importantes, como o domínio da palavra e também do seu conteúdo propício, são necessários. Há que se considerar a emoção em situação única como a do impeachment. Jamais a deselegância ou até mesmo a grosseria partindo para atitudes de selvageria diante do espectador atento. Na busca de chavões e para agradar familiares e simpatizantes, esqueceram-se do mais importante: mencionar os reais motivos daquela votação e, principalmente, como os eleitores irão avaliar o impacto daquelas palavras.

Auditoria Cidadã

Uma das preocupações da Diretoria de Auditoria Interna da Fazenda é a de atestar se a administração pública vem prestando serviço de forma satisfatória. O trabalho teve atenção especial a partir da operação na rede de ensino da Grande Florianópolis, na adequação da merenda escolar, realizada nos dias 18 e 19 do corrente. Um segmento delicado devido a sua aplicação, pois lida com recursos públicos e com a saúde dos alunos. “Vira e mexe” surgem suspeitas da existência de problemas. De acordo com o diretor, Augusto Piazza, “constatada alguma irregularidade, o gestor da unidade será imediatamente notificado a sanar o item sob sua responsabilidade. Também será enviado relatório de inspeção à Secretaria de Educação e à empresa contratada para providenciarem a resolução de possíveis problemas”.

Cabo de guerra da Dívida

Permanecem as discussões sobre os cálculos das dívidas públicas estaduais. De um lado, o governo federal, intransigente nas suas propostas, e do outro, Estados se firmando na “tese de Santa Catarina”. Como num cabo de guerra, em algum momento haverá vencedor. Uma verdadeira sinuca de bico.

Vacinação contra a gripe

Inicia na próxima segunda-feira (25) a campanha de vacinação contra a gripe. E o dia “D” será sábado (30), quando ocorrerá a vacinação em todos os municípios catarinenses. A meta é imunizar 80% das 1.739.814 pessoas pertencentes aos grupos prioritários.

Refletindo

“Muitos juízes argentinos sentem inveja do prestígio dos colegas brasileiros, que não precisam esperar as trocas de presidentes para fazer seu trabalho.” Sociólogo Marcos Novaro, do Centro de Investigações Políticas (Cipol), sobre o processo de investigação da ex-presidente Cristina Kirchner.

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