A mordida que não resolve

saneamento

Quarta-feira, 10/02/2016, às 06:00

Especialistas em economia afirmam que o país padece de recessão profunda e que aumentar impostos não resolve. Com o fraco desempenho da indústria, alto índice de desemprego e a inflação aumentando, a situação só tende a piorar. É mais custos e despesas e menos poder de compra. Precisa sim de reformas estruturais, como: da previdência; tributária; trabalhista e, talvez a fundamental e que tem levado ao crítico estágio atual; a da política.

Por deixar de fazer o dever de casa cortando despesas, o governo insiste no caminho inverso. Recentemente elevou a taxação de bebidas destiladas e vinho; de produtos eletrônicos como smartphones, tablets e notebooks e; de viagens ao exterior. Na última semana, novos anúncios: do chocolate, cigarro e da ração para cães e gatos. E o ano que se inicia de fato promete mais, muito mais: para tirar a saúde da UTI, a volta da CPMF. São grandes os movimentos de entidades de classe e empresários contrários à proposta. A reação dos políticos (os de oposição) foi quando a presidente defendeu a ideia em discurso na abertura do ano legislativo, no Congresso. Como resposta, uma sonora vaia. E há quem, com mau agouro, diga: “nada está tão ruim que não possa piorar”. Pois em pleno século XXI o mosquito (Aedes) que no passado vitimou milhares de vidas com a malária e febre amarela retornou tri vigoroso: dengue, chikungunya e zika. Como um castigo aos que se descuidaram das suas prioridades: o saneamento básico. E investir em ciência (pesquisa) básica é como enterrar tubos: não dá voto. Toda a estratégia preparada no combate ao vil inseto não será suficiente para exterminá-lo. Infelizmente! Apenas um paliativo. Enquanto se aguarda o desenvolvimento da vacina salvadora contra as picadas do mosquito, o governo precisa partir para ofensivas e enfrentar as reformas estruturais prometidas, em busca de resultados concretos.

“2016 não me assusta”

Têm sido assim as manifestações do secretário da Fazenda Antônio Gavazzoni nas suas entrevistas ou escritos. Fazendo coro com o governador Raimundo Colombo, disseminando palavras de otimismo que beiram o exagero. Mas como dito pelo próprio Gavazzoni, “podemos ser tachados de otimistas, mas acreditamos que esse é o papel do líder, elevar a autoestima e animar as equipes para que todos marchem juntos”. Pois bem! E dessa forma o time do fisco vem desempenhando o seu papel: de fazer o mais com o mesmo ou até com menos. Se a arrecadação estagna, as despesas não podem aumentar. Simples assim, pois a mágica está na redução dos custos. Propagar o otimismo com contenção dos gastos deve ser responsabilidade de todo o governo.

Operação veraneio

Empresários do ramo do varejo situados no litoral relaxaram nas suas operações com o fisco estadual. Foram essas as constatações quando, ao visitarem cerca de mil estabelecimentos, 27%, ou seja, 238, apresentaram algum tipo de irregularidade. O montante foi de 7% a mais que em 2015. Não dá mesmo para “baixar a guarda”. Há muitos aproveitadores. Primeiro não dão ouvidos aos seus contadores. Depois reclamam da atitude dos auditores fiscais quando estão no restrito desempenho das funções que lhes são atribuídas. Dentre as fraudes, empresas passando-se como sendo do Simples Nacional, forjando o faturamento para pagar menos imposto. Sobra-lhes o castigo da penalidade. Muito embora em certos casos o fisco releve com simples multa acessória ou com ressalva para corrigir o erro, utilizando o método do aconselhamento.

Caminhada das Santas

Dr. Irmoto Feuerschuette está convidando os peregrinos de Santa Paulina para reunião/encontro a ser realizado no dia 20, a partir das 11 horas, no Restaurante D. Fernando, em Tubarão. Na oportunidade também será tratado a possibilidade dos interessados em participarem do percurso ou de parte dele, do “2º Caminho do Sul” ( 460 km). O trajeto, que se inicia dia 1º de março em São Leopoldo/RS alcançará Imbituba/SC no dia 18. Em 19 de março os membros do Sul, sob a coordenação do peregrino Inácio Flores, integram a equipe da “15ª Caminhada das Santas” (210 km) com destino à Comunidade de Vígolo, em Nova Trento. A caminhada completa está prevista para 27 dias, totalizando 670 km.

Refletindo

Faça a teoria que quiser, mas depois se ponha a trabalhar para ver se ela descreve o mundo real.” Cláudio de Mouro Castro, sobre a teoria de Bacon. Uma ótima semana!

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