A farsa das promessas de campanha

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Quarta-feira, 27/01/2016, às 06:00

Quem não se recorda das promessas de campanha dos candidatos ao Executivo: presidência, governo e prefeitura? Passados alguns períodos ou até mesmo o encerramento da gestão, muitas das ações sequer foram iniciadas. Levantamentos de toda ordem surgem e constata-se o descalabro com a Coisa Pública.

Marqueteiros são mestres na dissimulação. Jogam com a plateia para ver se “pega”. Passadas as eleições, muda-se o discurso. E as promessas? Viram promessas, mesmo. Muitas, sem medir as consequências, são negadas; enquanto outras, até então fora de cogitação pelas necessidades ou pelo “caradurismo”, retornam à pauta como salvação da lavoura.

Se a memória não me trair, a presidente Dilma durante as falações pré-eleitorais alimentou, em alto e bom tom, que a CPMF não retornaria. Pela antipatia, a proposta ecoou sobre outros candidatos. Agora, para tirar a saúde da UTI, pressiona congressistas para implementá-la.

Passada a euforia da vitória e ao tomarem posse diante de uma realidade onde quem saiu raspou a última moeda do tacho, estabeleceram-se as controvérsias. Por ironia, reeleitos tiveram que amargar o cofre por eles esvaziado. Os discursos idealistas e de mudanças trilharam para a verdade nua e crua, encontrada: de que a situação financeira estava grave; pior, gravíssima. Só para citar dois exemplos nos estados: em Minas Gerais, o PT reclamando do PSDB, e no Rio Grande do Sul, PMDB culpando o PT.

Era preciso recorrer a algum mecanismo de sustentação. Como no federal as coisas empacaram, o critério escolhido foi o da majoração de tributos. E segundo levantamentos, 20 unidades federadas já se utilizaram do método para amenizar o esvaziamento do cofre. Santa Catarina vai resistindo, por enquanto.

E tem mais

Vários segmentos vêm manifestando repúdio à investida. E como a grana da CPMF consta registrada no orçamento da União, fica evidente que no mais tardar lá para março deve ser aprovada no Congresso. Então, estabelecido o paradoxo, deixa-se de cumprir promessas e criam-se outras até então alijadas do plano de governo, fortalecendo a prática do discurso das falsas promessas.

Desburocratizando o simples

A nova tributação sobre o diferencial de alíquota vigorando desde 1º de janeiro ainda não foi assimilada pela grande maioria dos contabilistas e empresários. Santa Catarina adotou a sistemática de não cobrar das empresas do Simples Nacional. A própria Secretaria da Fazenda disponibilizou em 6 do corrente na página www.sefaz.sc.gov.br uma cartilha autoexplicativa sobre como proceder quanto ao recolhimento do diferencial de alíquota. Mas assim mesmo é preciso simplificar os procedimentos tributários. Aliás, proposta sugerida pelo secretário adjunto da Fazenda Almir Gorges ao governador Raimundo Colombo, que já se comprometeu em disseminá-la no início de fevereiro junto aos demais governadores.

Operação veraneio

Estabelecimentos comerciais situados nas cidades litorâneas (praias) recebem entre ontem e hoje a visita de auditores fiscais da Receita Estadual. Amanhã sairá o relatório final sobre o quantitativo de empresas que apresentaram problemas e quais os procedimentos a serem adotados.

Refletindo:

“Ser competente é acertar o alvo que ninguém acertou, ser administrador é acertar um alvo que ninguém viu”.  Revista do administrador catarinense”. Uma ótima semana!

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