A famosa promessa é coisa séria

politico2

Quarta-feira, 26/08/2015, às 06:00

Na ânsia de galgar o posto mais alto de poder, interessados utilizam estratégias como as veiculadas em campanhas eleitorais. Estrutura partidária, experiências administrativas, sobrenome importante e as famosas promessas. Boa parte delas já encampada por antecessores; outras mirabolantes e sem a mínima possibilidade de execução; e claro, em menor número, de fácil realização.

O tema vem aflorar justamente quando se percebe na mídia que devido à crise que abala a nação, governos começam a apertar o cinto, reduzindo seus quadros, alterando horários de expediente e alguns, cortando dos próprios salários. O Planalto fala em redução de 10 dos 39 ministérios, contrariando discurso de campanha. Por aqui também se cogita a transformação das secretarias regionais em Agências de Desenvolvimento. Atitudes sensatas que vêm a calhar com a sabedoria popular: “Quando o calo aperta, troca-se o calçado”. Mas nem sempre.

Ao inventariar livros repassados à biblioteca da Associação dos Funcionários Fiscais de SC – Affesc, matéria do Diário Catarinense (5/11/2010) estampava a seguinte manchete: “As promessas de Dilma: para guardar e cobrar em 2011”. Em nível de Brasil, muitas, como desonerar o peso dos tributos. Para Santa Catarina: concluir a duplicação da BR 101-Sul; Ferrovia do Frango, de Chapecó/Porto de Itajaí (para iniciar em 2012) e duplicação da BR-470, incluída no PAC de 2007.

Estágio atual

Passados quase cinco anos, eis como se encontram as obras: a 101 – ponte sobre o Rio Tubarão em construção e os túneis do Morro dos Cavalos, em Palhoça, no projeto. Rodovia 470 – a passos de tartaruga (10% concluída) e a Ferrovia do Frango, esquecida. Em recente visita ao Estado, o ministro dos Transportes discursou sobre outra ferrovia, a Norte-Sul. Com trajeto saindo de São Paulo, cortando o Paraná e o Oeste catarinense, desembocando no porto do Rio Grande-RS. Alguém iluminado argumentou: sem a Ferrovia do Frango, nossos produtos deixarão Itajaí para ser despachados pelo Rio Grande. Projeto espetacular, mas o povo anda calejado, prezadas autoridades. Basta ver os atrasos, aqui e acolá. Por ser tratar de compromisso, uma “arriscada” e importante dica às assessorias: não deixar que postulantes a cargos eletivos passem a lábia no povo. Promessa é dívida, portanto, coisa séria.

Aumento de impostos

Não se pode negar que nos últimos anos o governo federal empenhou-se em reduzir impostos. Desonerações na folha de pagamento; nos itens de importação; na indústria automobilística e da linha branca e na conta de luz. Uma perfeição. Pelo ajuste fiscal a caminho, nem tudo estava tão perfeito. Impostos retornando às alíquotas originais e outros além do estabelecido. Estados e municípios num verdadeiro levante, querendo ampliar suas receitas apelando para aumento de alíquotas no ICMS, na herança e no IPVA. Por sorte, Santa Catarina rejeitou a ideia, mantendo a palavra de não majorar ainda mais a carga tributária. A Fazenda Estadual age com eficiência e eficácia na outra ponta: combatendo a sonegação, aperfeiçoando a máquina arrecadatória, cobrando impostos atrasados, controlando gastos públicos e reduzindo ao máximo as gorduras. Na guerra fiscal que ainda prevalece, haja forças para resistir à pressão.

Refletindo

“A corrupção afeta a todos nós em geral, mas de uma forma mais intensa, aquelas pessoas mais humildes”. Cartilha: Corrupção Nunca Mais. Uma ótima semana!

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