Crédito consignado: mês no fim do dinheiro

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Quarta-feira, 22/07/2015, às 06:00

Em algum momento da vida, por necessidade de cobrir despesas ou de oportunidade na realização de negócios, recorre-se ao agente financeiro em busca de recursos. Numa alusão à passagem bíblica sobre o apedrejamento de uma mulher, tida como pecadora por habitantes locais, condenando-a: “Que atire a primeira pedra quem nunca foi tentado em realizar consignação.”

Não se está reprovando o modelo disponível no mercado para se angariar recursos com o fim de horar compromissos. O que se contesta é a maneira sufocante em que empresas invadem a privacidade oferecendo facilidades, quando na verdade vai se deparar com dificuldades a perder de vista. Uma tremenda armadilha.

Há relatos tristes em que pais e avós são forçados a recorrer a bancos para solicitar empréstimos a fim de atender filhos, netos ou parentes, reféns de drogas ou aquisição de produtos supérfluos, como celulares de últimas gerações para quem sequer utiliza como ferramenta de trabalho. Pior que nesses mesmos lares o dispêndio com medicamentos tira-lhes outras essencialidades: as da permissão de qualidade digna de vida.

E tem mais

Valorizando o consumo, o governo ampliou aos aposentados do INSS os prazos de financiamentos de 60 para 72 meses, somente para cartão de créditos. E a corda continua esticando no pescoço dos indefesos velhinhos, comprometendo mais 5% da renda (de 30% para 35%), igualmente nas transações dessa modalidade. Ora, é sabido que para uso do cartão há que se ter controle mais rígido, dado a facilidade de aquisição, sem dispor de moedas em espécie. Mas para isso há que ter saldo na conta. Nas pontas da corda, o lado forte leva de roldão: os bancos, por ampliar a fatia de empréstimos; os comerciantes, por lucrarem com as vendas e o governo, por arrecadar mais impostos. Na ponta fraca, aposentados pendurados no crédito consignado. Cheira a sacanagem, pois vai sobrar mês no fim do dinheiro.

Aperto aos devedores

No rastro dos financiamentos, como o de veículos (chegou até 96 meses), com o agravamento da crise, bancos e financeiras apertam a cobrança dos inadimplentes. Estima-se em 28% o percentual de devolução, de forma espontânea ou via judicial.

Concorrência Leal 2

Permanece o prazo de 31 de julho para regularização de inconsistências verificadas na operação “Concorrência Leal 2”, voltadas a empresas enquadradas no Simples Nacional. Prorrogação para 30 de agosto somente para contribuintes de escritórios de contabilidade sediados nos municípios de Coronel Freitas, Maravilha e Saudades, na região Oeste do Estado, devido às recentes chuvas. Nessas situações (calamidade pública), a legislação tributária também acena com o prolongamento de prazos.

Unificação de alíquotas

Nada como um recesso para congressistas esfriarem os ânimos acirrados (crisezinha) no campo político e econômico que atravessa o país. Ficou para agosto a discussão sobre a unificação das alíquotas do ICMS que sinaliza com o repatriamento de dinheiro enviado ao exterior e não declarado à Receita Federal para formação do Fundo de Compensação e Desenvolvimento Regional para os Estados.

Refletindo

“Que o ódio deixe lugar ao amor; a mentira, à verdade; a vingança, ao perdão e a tristeza, à alegria”. Papa Francisco.

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