Alimentos baratos e sadios na mesa

verduras

Quarta-feira, 24/06/2015, às 06:00

Estado e mercado vivem discutindo o volume dos impostos. O primeiro, de olho na atividade social que lhe compete, acaba cedendo. Assim foi com os produtos tidos “da colônia”, os hortifrutículas. De um lado o ramo supermercadista, pleiteando a isenção de produtos fracionados e vendidos embalados; do outro, o Estado mantendo a regra, tributando integralmente, com base em decisões da Copat – Comissão Permanente de Assuntos Tributários. As discussões prosseguiram, até porque nem todos vinham recolhendo o ICMS e, por sua vez, continuavam sendo submetidos à fiscalização.

O passo seguinte foi a inclusão dos produtos na “cesta básica de alimentos” com redução da alíquota de 17% para 7%. Assim mesmo seguiam os descontentamentos, até que subiu ao Confaz – Conselho Nacional de Política Fazendária, que tomou a decisão definitiva pela isenção. Essa discussão se alongava. O próprio ex-deputado Renato Hinnig, (atualmente presidente do Iprev – Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina) havia apresentado proposta de alteração da legislação tributária visando ao benefício.

Batido o martelo, o decreto estadual permite que a partir de 1º de julho amplia-se a isenção nas saídas internas e interestaduais para produtos hortifrutícolas ralados (exceto coco seco), cortados, picados, fatiados, torneados, descascados, desfolhados, lavados, higienizados, embalados ou resfriados. Não podem estar cozidos, nem conter adição de quaisquer outros produtos que não os relacionados, mesmo que simplesmente para conservação. Em resumo, os produtos continuam sem alteração, ou seja: in natura. Quando se tratar de produtos resfriados, o benefício aplica-se apenas dentro do Estado.

E tem mais

No pacote assinado, também o termo de cooperação técnica que estabelece as regras para o controle, rastreabilidade e o monitoramento de agrotóxicos de produtos hortifrutigranjeiros, além da qualificação e da requalificação dos produtores catarinenses.

O mais importante é que a redução no preço dos produtos não fique no meio do caminho (como de costume) ou no bolso dos supermercadistas. O consumidor final, que paga a conta, merece mercadoria de melhor qualidade e de preço acessível.

Orientação aos produtores

Vale para todos os produtores catarinenses o comunicado de 1º de junho da Copercampos – Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos em não receber a produção rural para depósito sem a apresentação da Nota Fiscal. Os produtores devem preencher o documento que acompanhará a carga da saída da fazenda até a unidade de recebimento. Depois será emitida nota fiscal eletrônica vinculada a uma nota de produtor. No entendimento do diretor-executivo, Clebi Renato Dias, a exigência foi para frear de vez os produtores que, mesmo avisados, vinham procedendo da forma errada. Segundo Dias, “embora a concorrência não faça tanta exigência, as normas da empresa sempre foram a do trabalho dentro da lei”. Exemplo a ser copiado por outras empresas do ramo.

Dinheiro curto

O horizonte azul das eleições virou nuvem cinza, ameaçando tempestade. A reportagem de capa da VOCÊ SA deste mês, “Como esticar seu dinheiro”, sugere desenvolver hábitos financeiros saudáveis para encarar a alta dos preços. Para Cristiane Martins, que mantém um controle semanal, “todo fim de tarde de domingo é hora de sentar para fazer meu orçamento semanal. Assim eu consigo ver melhor para onde vai meu dinheiro”. Planejar para que seu dinheiro não vá para o ralo.

Refletindo

“Antes de querer mudar o rumo da carreira, é necessário compreender a diferença entre não gostar do que faz e não gostar do local onde se trabalha”. Eugênio Mussak. Uma ótima semana!

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