Meio ambiente: o que celebrar?

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Quarta-feira, 03/06/2015, às 06:00

A pregação do desenvolvimento sustentável vem servindo de bandeira mundo afora e intensificada a partir de 5 de junho de 1972, em Estocolmo/Suécia. “Chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, considerados até então como inesgotáveis”, foi o objetivo principal da Conferência das Nações Unidas, que instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na próxima sexta-feira.

O título acima remete à reflexão pelo que se presencia e se lê. E não fugindo à regra: pelas devastações desenfreadas das reservas naturais e o desleixo humano.

Quando se tem e se pratica os ensinamentos de berço, as ações geram resultados positivos. Em Tubarão, o rio batizado com seu nome, recebendo detritos de todas as espécies e de todos os públicos (indústria, comércio, serviços, agricultura, residências), de piscoso outrora, agoniza rumo ao mar. Mais à frente, Florianópolis, com suas majestosas baías, onde sequer são permitidos mergulhos devido ao alto grau de poluição. O que se dirá das condições dos templos náuticos/esportivos, Baía da Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas, sede das Olimpíadas de 2016?

Em todos os exemplos existem projetos e promessas de despoluição, de transformar o ambiente apropriado de lazer, como a pesca, passeios e práticas esportivas, ou seja, de forma sustentável. Sem fugir das responsabilidades, há pouco a se comemorar.

Estado na medida

O quadro de servidores efetivos em Santa Catarina vem envelhecendo, assim como nas demais unidades federadas, de acordo com relato de gestores das áreas de capacitação. Em algumas categorias não se faz concurso público há mais de vinte anos. No curto prazo, a administração da máquina pública se tornará inviável.

Com a visão e cobertor curto, ou seja, receita limitada ou crescendo de forma acanhada, enquanto as despesas aumentam assustadoramente (crescimento vegetativo da folha, por exemplo), o secretário adjunto da Fazenda, Almir José Gorges, tem pela frente a dura missão de pôr em prática o projeto da Diretoria de Auditoria Geral com a participação de gestores da Secretaria de Administração. Denominado de “Estado na Medida”, o programa vai tentar descobrir de quantos funcionários – efetivos, comissionados ou terceirizados – a máquina pública catarinense realmente necessita. Rever procedimentos e identificar processos que possam ser automatizados no Poder Executivo também entram no contexto.

Fica a pergunta: e os demais órgãos e poderes? O que efetivamente estão fazendo, tendo em vista partilhar do mesmo bolo arrecadatório, para se enquadrarem na medida?

Concorrência Leal 2

O fisco registrou irregularidades em mais de 45 mil empresas do Simples Nacional, com prazo para regularização em 31/8/2014. As autoridades contábeis pediram à coordenação do Gessimples maior prazo para atenderem ao pleito e obtiveram, pelo menos, umas três prorrogações muito bem argumentadas. Alguns escritórios contábeis correram atrás e puseram seus serviços em dia. Aos que tiveram problemas acentuados ou de fatos reconhecidos pelo fisco da necessidade de mais esclarecimentos e de maior depuração, as prorrogações foram cruciais – como a última, que vai até 31 de julho próximo. O profissional da contabilidade deve manter o foco, orientando seu cliente a não cometer o mesmo e outros erros, sob pena de arcar com devassa em suas escritas.

Sugestão: para não serem injustos com os demais parceiros que se anteciparam, e aí sim concorrendo de forma desleal, fechem o ciclo, evitando novas prorrogações.

Refletindo

“É preciso que seus líderes permitam que seus liderados experimentem, se desafiem, proponham e testem suas melhores ideias”. Luiz A. Marins Filho. Uma ótima semana!

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