Sonegação e corrupção: atitudes condenáveis

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Quarta-feira, 06/05/2015, às 06:00

Em obras há mais de 10 anos, o trecho sul da BR-101, dividido em vários lotes, teve surpresas no seu andamento. Algumas empresas, com mais eficiência, adiantaram os serviços, enquanto outras, nem tanto. Por falta de condições financeiras, acabaram sucumbindo, acarretando um atraso fenomenal no progresso da região. Se a pressa é inimiga da perfeição, o ditado se confirmou: em seis meses o tráfego foi suspenso nos pequenos trechos, sendo sua base substituída por outro material. Passou de maravilha a pesadelo, deixando claramente transparecer que algo estava errado na condução do processo.

O exemplo acima é para ilustrar o que sistematicamente vem ocorrendo nas obras públicas. Dentre tantos obstáculos, o mais crucial é saber que a conta de vidas humanas ou financeira vai para o bolso do povo. Outro viés, esse sim cruel, está na famosa “Lei de Gerson”. Na base do “toma lá da cá” se executa a obra com pensamento nas vantagens, para si e para seus parceiros. Abre caminho à corrupção que vem sangrando os cofres da Viúva, chegando ao ponto de ser mensurada. De acordo com José Ricardo Roriz Coelho, diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o custo anual médio da corrupção no Brasil, em valores de 2013, corresponde a 67 bilhões de reais. Muito dinheiro no ralo e pouco investimento realizado.

Mas tem outro fator ainda mais cruel e que não tem tanto alarde na mídia, ficando restrito a um grupo fechado. De um lado, quem burla o fisco e do outro, quem tem o poder de controlar. Também já tem parâmetros que, segundo Heráclio Camargo, presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, deixa-se de recolher 500 bilhões de reais por ano aos cofres públicos no país. Portanto, valor sete vezes maior, o que daria para solucionar uma série de problemas na saúde e na educação. Sonhar também é bom. Demorou, mas alguns corruptos estão pagando com prisão, ainda que domiciliar. Enquanto isso, milhares de sonegadores, protegidos por uma infinidade de leis dúbias, transitam normalmente dentro e fora do país, respeitados pela participação nas obras sociais, utilizando-se de atitudes condenáveis.

Professor Helge

Continuam em cena as obras plantadas pelo professor Helge Detlev Pantzier, que mudou para outro plano em 28 de abril. A sabedoria que usava as palavras em sala de aula e também na vida profissional, como auditor fiscal, continua ressoando. Devo ao amigo Helge o fato de ter conseguido galgar o mesmo cargo na Fazenda. Foi dele o primeiro incentivo, doando uma legislação do ICM, na época para que enfrentasse com maior conhecimento o disputado concurso para fiscal. Também foi quem, ao saber do resultado, ligou parabenizando pelo sucesso. Sempre modesto, ficava constrangido quando, em público, contava a respeito dos fatos. Afirmo aos familiares que do amigo professor, como o chamava, ficam excelentes recordações.

Negociação de conflitos

Costuma-se, ao participar de eventos que mexem com o comportamento e atitudes, reportar-se à frase “Quem deveria estar aqui é fulano, beltrano”. O curso sobre Negociação e Gestão de Conflitos, patrocinado pelo Sindifisco, tem outra conotação. Independentemente da função que se exerça, é fundamental conhecer as técnicas apresentadas pelo professor Glauco Cavalcanti, da FGV-RJ, e assim enfrentar os obstáculos que atrapalham a boa negociação e a sua gestão.

Refletindo

“Quebre a resistência e pense no seu próximo: se você ou alguém que conhece encontra-se no grupo de risco para contrair o vírus da gripe “A”, a vacina encontra-se à disposição nos postos de saúde”. Uma ótima semana!

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