Qualificar: palavra de ordem

Incorporada ao dicionário dos executivos do setor público, a expressão “gestão pública” passa a ter papel fundamental. Se antes figurava nos discursos de campanha, hoje seu lugar é destaque em qualquer programa de governo, com juízo, para atingir as metas. Os maus exemplos diariamente estampados na mídia contribuíram para que fossem revistos o “modus operandi” dos processos no seu planejamento, execução e conclusão. O medo da língua afiada do quarto poder que vasculha a vida do detentor na função pública é outro dispositivo que fortalece a tese do gerir melhor o bem quando é dos outros; povo. A imprensa que vive ameaçada pela sua liberdade, onde os contrários a querem ver censurada como em países não democráticos, desenvolve importante papel. O melhor disso tudo é que, por aqui, ainda se pode contestar ou aplaudir.

Voltando à palavra de ordem “qualificar a gestão pública”, o governador deu o recado aos gestores. A meta é reduzir os custos em 20% – conteúdo do Portal do Gestor Financeiro. Talvez se esteja “chovendo no molhado”, mas uma das fórmulas de sucesso é a escolha das pessoas para as funções a serem ocupadas.

A obrigação de saber sobre a área de atuação é questão primeira. Numa segunda fase, entra o aprimoramento; o que se deve contar com a qualificação dos seus membros. Em médio prazo, se terá o diagnóstico de que se a contratação foi merecida. Não sendo, ter coragem de rever os procedimentos substituindo por mão de obra condizente com a situação.
Qualificando as pessoas e pondo-as no lugar certo, não tem como dar errado.

Economia subterrânea

A melhoria do ambiente institucional tem melhorado nos últimos anos graças ao avanço da economia e de outros fatores que contribuíram para a formalização de empresas e vínculos empregatícios. Todavia, essa tendência não deve prevalecer, haja vista que os prognósticos para os próximos meses são de baixo crescimento da economia. Para substituir as desonerações, fator de alavancagem, conta-se com a simplificação tributária que vai permitir melhorias nos setores produtivos. Outro item relevante é a escolaridade. A relação positiva entre escolaridade e formalização trazem boas perspectivas no que diz respeito à redução da informalidade no futuro. Em síntese, a simplificação tributária e a escolaridade estão entre as alternativas para reduzir a sonegação embutida na economia subterrânea.

Movimento Econômico

Aconteceu nos dias 2 e 3, na Escola Fazendária, o julgamento dos recursos aos processos de impugnação de valor adicionado dos municípios. As duas Câmaras, compostas por membros da Secretaria da Fazenda e das prefeituras, se reuniram para julgar 60 processos. Os valores são correspondentes a 2013, que tiveram seus índices definidos ano passado e que deverão ser aplicados neste exercício. O mentor da ação de mandado de segurança foi o município de Joinville (não aceitou os índices publicados) e que, por sua vez, a Fazenda Estadual abriu para todos os demais se manifestarem. Havendo novas contestações, os processos serão analisados pelas duas Câmaras conjuntamente. Persistindo as discussões, o caminho será o Judiciário.

Refletindo

“A corrupção tende a espalhar-se enquanto não encontrar barreiras eficazes. O político corrupto, por exemplo, tem vantagens competitivas no mercado político em relação ao honesto, por poder contar com recursos que este não tem”. Juiz Sérgio Moro.
Uma ótima semana!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *