Rei momo prestando contas

sifrao carnaval

A expectativa de promover evento com intuito de levar a alegria ao povo e que por descuido nas prestações de contas pelos responsáveis termina em tristeza, é real. Foi assim ano passado, quando várias cidades vivenciaram tal cenário, deixando de realizar a maior das festas populares, o carnaval. Como no futebol, celebrar o Momo tem sido uma das formas para se lavar dinheiro. Basta retornar às manchetes dos jornais incriminando e prendendo personalidades envolvidas com jogos ilícitos misturados com carnaval e futebol.

Em Santa Catarina, uma das formas para obtenção de recursos é a elaboração de projetos liberados via secretaria de Governo. Diria que nem sempre. As trapalhadas nas prestações de contas têm gerado muita dor de cabeça aos promotores, responsabilizando-os pelos desvios das verbas. Não se tem notícia de que ocorreram devoluções ou pagamentos. Pelo menos é o que se apresenta para aquelas cidades que pleiteiam recursos públicos, mas que são vetados.

Quem sabe não seria a hora de se avaliar melhor qual a função do poder público em festas privadas? Não estaria limitado prestar infraestrutura, logística e segurança?

Mas em Santa Catarina (não é diferente na maioria dos Estados) o governo acaba de anunciar a liberação de 7 milhões, o que viabilizará a festa em várias cidades, destinando fatia maior à capital. E como em anos anteriores, sem trégua, outras tantas não terão o prazer de propiciar aos cidadãos o desfile enquanto o Momo não prestar contas.

Arrecadação sobe

O governo comemora o crescimento de 11,32% da receita tributária que inclui o ingresso dos impostos e as transferências da União. O sucesso é imputado ao desempenho dos trabalhos fiscais aliado ao esforço e à coragem do empresariado, segundo secretário da Fazenda. Somente o ICMS fechou o exercício com R$ 19,09 bilhões de reais. O aumento dos preços dos produtos e serviços, como da energia e dos combustíveis, também contribuíram com o crescimento da arrecadação.

Operação veraneio

Comerciantes estabelecidos nos balneários e nas cidades polo recebem entre ontem e hoje a visita de 100 auditores fiscais da fazenda estadual. Denominada de “Operação Veraneio 2015”, tem como meta vistoriar cerca de 700 estabelecimentos na orla e nos shopping das maiores cidades litorâneas, de Araranguá a São Francisco do Sul. Os balneários do interior não estão relacionados, mas aconselha-se a ficarem alertas, não se descartando operações locais. A ação integra o trabalho que ano passado executou mais de 140 operações, reduzindo a sonegação e incrementando a arrecadação do ICMS.

Tabela – IR

Durou pouco a alegria da classe trabalhadora que tem descontado da folha de pagamento o imposto de renda na fonte. Como antecipado pela coluna, a presidente vetou a correção da tabela do imposto de renda, que mantinha o patamar nos índices da inflação (6,5%). Segundo interlocutores do Planalto, uma nova proposta deve ser encaminhada por Medida Provisória. Desta vez o patamar, pelo visto, não deve chegar a 4,5%. De acordo com o Sindifisco Nacional – Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a defasagem pode chegar a 75%. Podem esquecer. No bordão da presidente, o percentual não virá “nem que a vaca tussa”.

Espírito empreendedor

Utilizar as oportunidades para superar as dificuldades é qualidade de pessoas empreendedoras. Para o jornalista José Eduardo Costa, “vencerão os que melhor souberem reunir em torno de si os colegas que tenham competências e conhecimentos que possam se somar aos seus”. Em 2015 é importante que se descubra ou se dê vazão ao espírito empreendedor. Vale a dica.

Refletindo:

“O mais competente não discute, domina a ciência e cala-se”. Voltaire.

Uma ótima semana!

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