Fórum Sul de bebidas

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Recente pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que o Brasil está acima da média mundial em consumo de bebidas alcoólicas; 8,7 contra 6,2, levando-se em conta o público acima dos quinze anos. Considerando que se trata de um dos caminhos ao consumo ou a uso indiscriminado de outras drogas pesadas, a OMS tem suas razões em preocupar-se.
Do lado de quem arrecada, a visão é outra. Todavia, parte da receita terá que, necessariamente, ser canalizada ao tratamento e à cura dessas pessoas; no dito popular “uma faca de gois gumes”. Voltando ao tema: como grande fonte arrecadadora de ICMS o setor está constantemente na linha de observação do fisco. Fatores que levam os técnicos fazendários dos Estados do Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina, que formam o Fórum Técnico Sul de Bebidas, a se reunirem-se com frequência. O encontro do grupo com o segmento de bebidas no último dia 15 de maio, em Florianópolis, foi para ouvir suas reivindicações, que foram minuciosamente discutidas e atendidas, com contrapartidas. Monitorado, o setor vem correspondendo na arrecadação de impostos eliminando a concorrência desleal. Por consequência, atendendo a supermeta de 16% estabelecida pelo secretário Antônio Gavazoni, superando a casa dos 100 milhões nos últimos três meses. Segundo o coordenador do GESBEBIDAS-SEF/SC, auditor fiscal Oilson Amaral, o grupo está muito otimista com a aproximação dos eventos da Copa do Mundo. O aumento do consumo vai potencializar um incremento para os próximos dois meses. Outro fator que cria expectativa na manutenção de receita será o aumento escalonado das bebidas frias (cerveja, refrigerantes e isotônicos) prometidos pela presidente Dilma para junho, mas por solicitação do setor que preocupado com a retração do mercado em reduzir o faturamento, ficou para setembro. É aguardar.

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