Os Impostos e a contraprestação

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Os Impostos e a contraprestação

Uma das primeiras avaliações a ser considerada na contratação de serviços é se o futuro executor está provido de qualificação e honestidade. Ninguém, em sã consciência, põe indivíduo algum em sua residência sem conhecer os seus antecedentes. Eu, pelo menos, faço a triagem. Em relação aos órgãos públicos, nem sempre os fatos se repetem. Há por certo algum desleixo, ou a cobrança não é tão rigorosa. Concluída a obra, estando tudo em plenas condições, paga-se o serviço. Vez por outra tem que se recorrer a uma segunda ou tantas chamadas para rever o trabalho. Pagamento de primeira com serviço de terceira categoria.
Pois bem! Estudos realizados recentemente pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), numa relação de 30 países comparando o PIB (Produto Interno Bruto) em relação à Carga Tributária e sua aplicação em retorno à qualidade de vida da sociedade, o Brasil de Dilma ficou em último da fila. Para quem atua na área específica, um tanto constrangedor, pois se de um lado busca-se ampliar a arrecadação para realização das demandas sociais, na outra ponta os responsáveis pela sua aplicação não concretizam a operação. São muitos os fatores conhecidos do leitor: falta de fiscalização, licitação mal feita e a consequência: o desvio de verba. Uma doença sem remédios. Voltando à pesquisa: ficamos atrás da Argentina de Cristina (24º) e do Uruguai de Mojica (14º). Nas cabeças, Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul.
Em meio às lambanças, indigna-se o cidadão que, ao trabalhar cinco meses por ano para pagar impostos, não lhe é permitido atendimento decente nos hospitais. Obriga-se a se manter sobre macas pelos corredores para ser atendido, quando não é tarde. Não entende por que o transporte público que tanto se investe (caso dos metrôs, sob suspeitas), continua um caos, levando e trazendo pessoas como sardinhas em lata. Não compreende, como trabalhador que é, submetido à extrema miséria, em péssima moradia, sem infraestrutura, não sabendo onde começa a rua e termina o esgoto.

Há remédio, sim

Na última semana, milhares de detentores de função pública abdicaram de seus cargos para concorrer nas eleições de outubro. Pularam do barco aos 45 minutos do segundo tempo, saíram a inaugurar obras e, como visto na mídia, muitas inacabadas. E olha que não é nenhum privilégio dos que lá estavam. Há décadas que os fatos se repetem e o povo, dando crédito. O remédio está em deixar de apoiar quem prometeu e não realizou ou, se fez, usou de verbas para enriquecimento ou fazer caixa de campanha. Tem que agir logo, pois se esperar pelas vias concretas, investigação e Justiça, o mandato expira. De nada ou pouco adianta sair reclamando. Faça sua parte: escolhendo pessoas competentes, fiscalizando para que os serviços cheguem com a qualidade merecida.

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