Somos avessos às mudanças

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Somos avessos às mudanças

Incrustados em velhos conceitos ou por preconceitos, as pessoas sentem dificuldade do novo. Muitos preferem a zona de conforto a transpor pequenos obstáculos. As oportunidades surgem e passam. Até podem retornar, mas para quem está atento ou preparado. No velho adágio do “cavalo passou encilhado”, para quem treinou, o galope e na garupa, o destino será mais próximo e rápido.
Verdadeiros talentos ficam à mercê da vontade ou da iniciativa de chefes retrógrados e a façanha do espírito aventureiro em querer aprender e realizar passa para segundo ou terceiro planos. E assim, vidas inteiras tornam-se desinteressadas pelas atividades rotineiras e inaptas as quais o mercado necessita.
Mas tem quem reme contra essa maré. Há muitos abnegados, que mesmo em fim de carreira, buscam outras oportunidades. E não são poucos, inclusive na Secretaria da Fazenda. Servidores que passaram 30 anos num único setor e de repente viram-se desmotivados e não permaneceram na berlinda há espera da aposentadoria. Reagiram. Foram à luta e encontraram em outros setores pessoas e ambientes que lhes favorecia. Muitos chegaram a acreditar que não existisse outro espaço para se trabalhar em que pudessem recuperar a autoestima e o mais importante: reconhecimento.
O que dirá de profissionais que, aposentados por uma década, guindaram suas vidas. Como ainda tinham muito a oferecer, retornaram às atividades (hoje a lei não mais permite o retorno de aposentados) e, diga-se de passagem: são exemplares servidores no cumprimento das suas metas.
Importante nisso tudo é saber que, independente do cargo ou função que se ocupa, do tempo de serviço prestado que se tem, enfrentar o novo é desafiante. E a sabedoria está em entender o momento certo para não correr o risco de ficar avesso às mudanças.

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