Fisco de olho no varejo

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Fisco de olho no varejo

Sentado para o café numa loja de conveniência, ao lado, dois cidadãos conversavam sobre fiscalização. Mais precisamente sobre o “modus operandi” adotado pela Fazenda Estadual. Chamou a atenção, quando um deles argumentou que faria o que o outro já havia feito: passar o bastão para seus filhos, até porque a nova sistemática necessitava conhecimento profundo na área, o que para a sua idade exigiria um esforço descomunal. Adiantou que recebeu a visita de dois auditores fiscais e que, de forma educada e profissional, proferiram a leitura dos equipamentos, vistoriaram o ambiente e, por não constatarem irregularidades, desejaram-lhe boas vendas.
Os colegas fiscais estavam exercendo a tarefa no comércio varejista. Entenda o caso: a Secretaria da Fazenda realiza operações de acompanhamento com vistas a promover a regularização fiscal. Com a proximidade das festas de final de ano, utilizando um exército de 230 auditores fiscais, executou a Etapa I no dia 12 de novembro, em 1.400 estabelecimentos. Diferentemente de cinco anos atrás, quando as irregularidades beiravam os 50%, foram detectados problemas em 20% das empresas visitadas.
Repetiu-se a dose na última quinta-feira, exatamente 30 dias após, nos estabelecimentos em diversos municípios catarinenses. Desta feita, o índice baixou para 17%, com maior frequência para a não utilização do equipamento EFC (emissor de cupom fiscal) quando obrigatório; utilização de equipamento para pagamento, por meio de cartão de crédito/débito diverso do estabelecimento; uso de calculadora eletrônica-impressora no ponto de venda. Visando a restabelecer a concorrência leal, o varejo tem que se adequar aos olhares do fisco.

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