Remédios pela hora da morte

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Remédios pela hora da morte

Considerado um dos itens básicos aos brasileiros, os medicamentos despontam como vilões nos orçamentos domésticos, principalmente dos idosos e dos que deles necessitam com regularidade. De acordo com o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), os impostos sobre medicamentos chegam próximo a 34% sobre o valor total do produto (somados impostos sobre: consumo, lucro e folha de pagamento). E assim, se comparado a países como Estados Unidos, França e Japão, o Brasil está na dianteira.
Diante das dificuldades de acesso pelo alto custo, foi lançada uma campanha pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) e Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), com o slogan “A sua assinatura pode baixar o preço dos remédios”, cujo objetivo é o de sensibilizar a sociedade e o governo em relação ao impacto da alta carga tributária no custo de medicamentos. Muitas vezes, dificulta a continuidade nos tratamentos da saúde.
A ação pretende coletar 10 milhões de assinantes, em 30 dias, nas mais de 6.000 farmácias e drogarias do país. Mais informações no site (www.semimpostotemremedio.com.br), onde você pode deixar o nome no abaixo-assinado.

O outro lado

Alguns conceitos precisarão ser revistos. Se o preço dos remédios está nas alturas, o culpado não deve ser somente o custo dos impostos, como o de ICMS, com alíquotas de 17% a 19%, dependendo do Estado. Medicamentos mal conservados, com prazo de validade vencidos e que acabam incinerados; corrupção e quadrilhas roubando e desviando medicamentos e revendendo a estabelecimentos que acabam concorrendo de forma desleal; produtos contrabandeados, pirateados e falsificados; o cartel das indústrias farmacêuticas visando a altos lucros e elevando os preços nas farmácias, mesmo com a regra do Preço Máximo ao Consumidor, entre outros. Com os malefícios extirpados e a sonegação combatida, uma redução para 12% não afetará substancialmente a receita tributária.
Enquanto isso, o Gesmed – Grupo Especialista de Medicamentos da Secretaria da Fazenda prossegue com os trabalhos de verificação e acompanhamento do setor, buscando melhorar a arrecadação de impostos. Governo e contribuintes devem unir esforços para que a população não tenha medicamentos com preços pela hora da morte.

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